<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5336442173834469218</id><updated>2012-02-16T19:19:45.134-08:00</updated><title type='text'>Falasser</title><subtitle type='html'>Atuamos nas áreas de Psicologia, Psicanálise, Fonoaudiologia e Orientação Vocacional.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://falasser.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falasser.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>usuário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5336442173834469218.post-7156957390213003932</id><published>2010-07-06T21:28:00.000-07:00</published><updated>2010-07-06T21:29:34.143-07:00</updated><title type='text'>Sobre a transferência</title><content type='html'>&amp;nbsp;CONFERÊNCIA XXVII – TRANSFERÊNCIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Freud 1915-17)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freud deu nome de transferência à conferência em que abordou a prática, a clínica, a qual se referia como terapia. Não poderia encerrar a série de conferências sem incluir esse fato novo. Freud toma a transferência como novidade, surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele levanta então a seguinte questão: onde os fatores do adoecer darão lugar a influência terapêutica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transferência é considerada por ele como característica universal, já que “ deve-se atribuir a toda pessoa normal uma capacidade de dirigir catexias libidinais às pessoas.” A tendência a transferência nos neuróticos é apenas um aumento extraordinário dessa característica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transferência é tratada por Freud nessa conferência como um instrumento na estratégia de remover a resistência, não sendo mais eficaz por meio de sugestão ou recomendação. Remover as resistências para tornar consciente o inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resistência deriva de uma repressão que tentamos solucionar ou que se realizou anteriormente. Há um conflito entre essa repressão e a libido, onde o sintoma encontra sua via. Freud nos diz que a solução não seria um desses poderes predominar, mas que eles possam lutar em pé de igualdade, como se ele estivesse localizando um ponto na interseção desse conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo faz quando coloca o conflito no âmbito social, que no contexto da época, a moralidade predominava. Ele aponta que mesmo se o indivíduo vivesse em uma sociedade com total liberdade sexual (o que podemos facilmente transpor para os dias de hoje), ainda assim o sintoma persistiria, pois não é o fato de uma das tendências triunfar sobre a outra que o conflito seria solucionado. Constatamos essa suposição de Freud nos sintomas modernos – ansiedades, pânicos e outros. O sintoma encontrou caminho mesmo em uma sociedade mais liberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de Freud tentar circunscrever todos os pontos desse fato novo – a transferência – ele se depara com um impasse, algo impossível de saber acerca dela: as neuroses narcísicas. “Em geral, um homem só é acessível, desde que seja capaz de uma catexia libidinal de objetos; e temos boas razões para reconhecer e temer no montante de seu narcisismo uma barreira contra a possibilidade de ser influenciado até mesmo pela melhor técnica analítica.” Ainda conclui que mesmo mediante o auxílio da transferência, os esforços terapêuticos não tem êxito nas neuroses narcísicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, ressaltamos no texto o momento em que Freud desloca o trabalho de recordações e a atenção aos sintomas para o fundo da cena, afirmando: “Não é incorreto dizer que já não mais nos ocupamos da doença anterior do paciente, e sim de uma neurose recentemente criada e transformada, que assumiu o lugar da anterior.” Chamamos essa passagem sobre a neurose de transferência de ficção da psicanálise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcia Müller Garcez&lt;br /&gt;Psicanalista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5336442173834469218-7156957390213003932?l=falasser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falasser.blogspot.com/feeds/7156957390213003932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5336442173834469218&amp;postID=7156957390213003932' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/7156957390213003932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/7156957390213003932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falasser.blogspot.com/2010/07/sobre-transferencia.html' title='Sobre a transferência'/><author><name>usuário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5336442173834469218.post-530870215047477486</id><published>2009-08-06T19:09:00.000-07:00</published><updated>2009-08-06T19:16:05.361-07:00</updated><title type='text'>Psicanálise aplicada à terapêutica: O plano de saúde</title><content type='html'>O trabalho consiste em abordar a atual discussão sobre a psicanálise aplicada à terapêutica e seus desdobramentos na prática tomados a partir da clínica do plano de saúde. Essa nova modalidade de atendimento, legitimada pelo discurso jurídico para abarcar o sofrimento da civilização contemporânea traz novas reflexões sobre o uso da psicanálise e sobre o desejo do analista frente às demandas sociais. Proposições psicanalíticas - partindo das obras de Freud e Lacan - contribuem para abordar a questão do pagamento e do manejo do tempo disponibilizado pelos planos de saúde.&lt;br /&gt;Como sustentar os princípios da psicanálise sem cair na falsa promessa de cura e como manejar os dispositivos institucionais oferecidos são assuntos tocados nesse trabalho que só pôde ser construído a partir do encontro do analista com essa modalidade clínica.&lt;br /&gt;A nova aplicação da lei sobre os planos de saúde obriga a exercer cobertura também para os tratamentos psicológicos, mas não basta apenas cumprir tal determinação, é preciso contextualizar cada prática - independente da corrente teórica – às exigências institucionais das operadoras de saúde.&lt;br /&gt;O trabalho ainda ressalta os cuidados necessários ao se tentar cumprir tais exigências institucionais. Os princípios éticos devem ser preservados dentro do que cada um se autoriza na sua profissão e para isso é preciso sustentá-los frente ao que é determinado e exigido.&lt;br /&gt;O que trago nessa apresentação, é um pouco dessa experiência, conciliando a prática desse exercício dentro da abordagem psicanalítica. Acredito assim, estar diluindo barreiras entre os variados tipos de abordagens, além de ofertar e dividir as dificuldades e vantagens dessa novidade em nossa atuação profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo do trabalho apresentado por Marcia Müller Garcez na &lt;strong&gt;III Mostra Regional de Práticas em Psicologia - CRP RJ&lt;/strong&gt; (Julho 2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5336442173834469218-530870215047477486?l=falasser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falasser.blogspot.com/feeds/530870215047477486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5336442173834469218&amp;postID=530870215047477486' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/530870215047477486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/530870215047477486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falasser.blogspot.com/2009/08/psicanalise-aplicada-terapeutica-o.html' title='Psicanálise aplicada à terapêutica: O plano de saúde'/><author><name>usuário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5336442173834469218.post-376532331724728010</id><published>2008-12-16T18:27:00.000-08:00</published><updated>2008-12-16T18:28:40.038-08:00</updated><title type='text'>A clínica do plano de saúde</title><content type='html'>A partir deste depoimento, venho descrever uma experiência singular, mas que considero de alta importância para a psicanálise nos dias atuais.&lt;br /&gt;Hoje se discute a psicanálise aplicada em diversos campos de atuação, desde quando esta “vai à rua” inserida em hospitais, escolas e instituições em geral até quando é aplicada na própria Escola de psicanalistas. Fato polêmico, uma vez que nesta aplicação, delimita-se o tempo de análise previamente.&lt;br /&gt;Mas, o que trago para acrescentar, a meu ver, neste hall de psicanálise aplicada é a clínica de plano de saúde que também se trata de um novo espaço no qual se aplica a psicanálise, porém não se assemelha com as anteriormente mencionadas.&lt;br /&gt;Nesta nova modalidade de clínica, o indivíduo chega com um tempo determinado pelo plano de saúde, porém, logo no primeiro contato com o analista, fica esclarecido que este é o tempo que ele poderá desfrutar do plano, mas que o tempo de análise será indeterminado cronologicamente e ele mesmo deverá, se desejar, se responsabilizar pelo curso de sua análise.&lt;br /&gt;Abre-se uma porta para aplicação e extensão da psicanálise e caberá ao analista e ao sujeito em análise enganchar-se no processo. Esse tempo, determinado pela lei sobre os planos de saúde em um mínimo de 12 sessões ao ano, pode ser distribuído semanalmente equivalendo a aproximadamente 3 meses de trabalho ou alternado com sessões particulares ficando esse critério e opção para o sujeito, de modo com que ele tenha de se a ver com a administração da sua análise e das sessões a que tem direito.&lt;br /&gt;A partir disso, nos deparamos com uma nova demanda ou ausência dela. Os indivíduos que chegam, por vezes estão curiosos ou precisavam desse “estímulo” para chegar, mas por outras e muitas outras, só querem usufruir do plano como um modo de gozo. O analista será apenas mais um especialista da lista que eles percorrem. Caberá ao analista mais uma vez se prestar ao lugar de objeto que lhe cabe e saber ouvir de cada um a que foi. Entrarão em jogo os pontos cruciais da psicanálise como a transferência, e o fato de o analista poder escutar quando o sujeito for para gozar e não optar por pagar sua análise.&lt;br /&gt;No entanto, as portas se abrem para muitos que estavam em casa supervisionados e medicados pela clínica psiquiátrica e uma gama de material clínico se oferece ao analista que mergulha nessa clínica que se presta a um saber-fazer com isso.&lt;br /&gt;Inserir um terceiro que sustenta a análise para o indivíduo e depois poder convocá-lo ao trabalho, como se passando das entrevistas iniciais à análise propriamente dita.&lt;br /&gt;Algumas correntes da psicologia questionaram junto ao órgão regional, CRP, o fato das sessões serem limitadas, alegando que os planos deveriam cobrir o tratamento integralmente. No entanto, isso não é questionamento para a psicanálise, uma vez que a questão do pagamento está intimamente ligada ao processo analítico. Outro ponto seria a dificuldade em determinar quem teria o direito e por quanto tempo, o que nos remeteria a uma prática seletiva e de diagnósticos.&lt;br /&gt;Este depoimento vem favorecer a prática atual que não exime o sujeito da responsabilidade de seu tratamento e ainda o aproxima dessa possibilidade.&lt;br /&gt;Nós, analistas temos que escutar para além da psicanálise pura, nos consultórios, para podermos preservá-la. Para isso, temos que nos oferecer ao real que se apresenta e encontrar o manejo para cada prática que surja, uma vez que os tempos modernos se apresentam com novas roupagens e novas modalidades de atendimento para dar conta dessa velocidade.&lt;br /&gt;Saber manejar com o tempo cronológico sem perder o tempo lógico defendido por Lacan que nos trouxe um novo olhar para a clínica.&lt;br /&gt;A clínica do plano de saúde tem sido um exemplo desse manejo, um tempo cronológico é oferecido ao indivíduo ou usuário, mas a ele abre-se uma possibilidade de saber para além disso, calcado em um tempo próprio e singular.&lt;br /&gt;A psicanálise passa a acolher a emergência social sem perder seus pontos de ancoragem e seu manejo clínico, aquele nosso conhecido da psicanálise pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16/12/08&lt;br /&gt;Marcia Muller Garcez&lt;br /&gt;Psicanalista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5336442173834469218-376532331724728010?l=falasser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falasser.blogspot.com/feeds/376532331724728010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5336442173834469218&amp;postID=376532331724728010' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/376532331724728010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/376532331724728010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falasser.blogspot.com/2008/12/clnica-do-plano-de-sade.html' title='A clínica do plano de saúde'/><author><name>usuário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5336442173834469218.post-4012921310590079047</id><published>2008-02-12T14:12:00.000-08:00</published><updated>2008-05-25T15:44:30.056-07:00</updated><title type='text'>O que é ensinar? Uma interlocução entre Psicanálise e Aprendizagem Inventiva[1]</title><content type='html'>A Educação é um universo de possibilidades que vai desde a discussão sobre sua essência até a tentativa de definir o que deve se ensinar. Da forma ao conteúdo, existe uma dispersão que necessita de referência, para escapar da imensidão e assim ser viabilizada como saber neste campo.&lt;br /&gt;Nesta busca incansável de suprir a necessidade de ensinar, ou ensinar a ensinar, a educação se assemelha a ciência, criando novas didáticas a cada dia para dar conta do que é impossível.&lt;br /&gt;Cada vez mais, a didática se afasta de ser uma arte e passa a não só se assemelhar a ciência, mas também pertencer a ela.&lt;br /&gt;Conforme o pensamento científico transformou-se em modelo da produção de conhecimento, a educação – buscando os mesmos padrões – transformou-se em metodologia. Cada vez mais, os conteúdos a serem ensinados provêm do domínio do conhecimento científico.&lt;br /&gt;A educação está sempre ensinando o que é científico. Onde está o ensino da ética, da estética, teologia e outros ensinos de humanidades? Quando estes aparecem no currículo, estão sempre vinculados a ciência.&lt;br /&gt;Se buscarmos uma nova concepção de aprendizagem, quebrando o paradigma da ciência moderna e das correntes da psicologia cognitiva, encontramos um olhar para o lugar da invenção. Um ponto subjetivo em meio a regras e determinismos.&lt;br /&gt;Neste sentido, aprender não significa uma simples percepção e conhecimento de um objeto, no qual o sujeito e o objeto já estão pré-definidos. Há um processo neste intermédio que sobre a ótica temporal, faz com que a aprendizagem não se limite ao conhecimento do objeto, mas que haja uma problematização.&lt;br /&gt;A colocação de um problema que faz com que em um processo de devir – podemos dizer devir filosófico – a invenção tenha lugar. Não se trata apenas de solucionar problemas, mas de inventá-los.&lt;br /&gt;Assim entendemos, como em um processo de devir, de invenção - divergindo da ciência determinista – um músico compõe, um escultor esculpi, um pintor pinta, um apreciador absorve a arte e um professor ensina.&lt;br /&gt;Esses momentos de invenção não se encontram nas explicações científicas nem nas ciências psicológicas. Só aparecem como derivações ou habilidades da inteligência.&lt;br /&gt;A psicanálise traz contribuições para esta questão, a partir do ponto em que também se difere de uma ciência que quer apresentar respostas e soluções prontas.&lt;br /&gt;A partir do conceito de inconsciente estruturado como linguagem, também aponta para o lugar da subjetividade.&lt;br /&gt;Sob esse prisma, a psicanálise traz reflexões sobre a transmissão e o ensino. Acrescenta que a educação assume a ciência como conteúdo privilegiado para a transmissão do saber e ao fazê-lo, esse discurso passará a condicionar as hipóteses sobre a transmissão do conhecimento.&lt;br /&gt;No entanto, na visão psicanalítica, esse discurso não consegue enunciar totalmente a transmissão, sempre permanecerá uma “sobra” que não se conseguirá teorizar. Esse resto se apresentará como dificuldade de se ensinar tudo a todos. Escapará algo como dedicação e amor que não se ensina didaticamente. Assim, a psicanálise considera que na arte de educar há algo que só pode ser pensado na categoria do impossível.&lt;br /&gt;Esse impossível não está nos moldes da ciência moderna, onde não existem impossibilidades, onde o professor tudo sabe e o aluno aprende com o professor.&lt;br /&gt;A partir dessas duas teorias – Aprendizagem inventiva e psicanálise – proponho uma reflexão sobre o que é ensinar.&lt;br /&gt;Em ambas as teorias, há um apontamento para o subjetivo (descartado pela ciência) e a introdução da questão do tempo como algo de imprevisível neste processo.&lt;br /&gt;Se a arte de educar é da ordem do impossível e não pode aprisionar-se ao modo científico, como se ensina?&lt;br /&gt;Não irei oferecer respostas, já que estas não existem nem para a ciência que se encarrega de tê-las, mas sim propor reflexões na contramão destas respostas , embarcando nas teorias em que ensinar e aprender são processos inacabáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Márcia Muller – Educadora e Psicanalista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5336442173834469218#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Teoria criada por Virgínia Kastrup, doutora em Psicologia pela PUC-SP e professora do Programa de Pós-graduação do Instituto de Psicologia da UFRJ.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5336442173834469218-4012921310590079047?l=falasser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falasser.blogspot.com/feeds/4012921310590079047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5336442173834469218&amp;postID=4012921310590079047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/4012921310590079047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/4012921310590079047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falasser.blogspot.com/2008/02/o-que-ensinar-uma-interlocuo-entre.html' title='O que é ensinar? Uma interlocução entre Psicanálise e Aprendizagem Inventiva[1]'/><author><name>usuário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5336442173834469218.post-6226009483607570064</id><published>2007-10-24T19:25:00.000-07:00</published><updated>2007-10-24T19:34:27.031-07:00</updated><title type='text'>Sobre o termo lacaniano "falasser"</title><content type='html'>O sintoma como acontecimento de corpo&lt;br /&gt;Como vocês sabem, esta definição de Lacan aparece apenas uma vez, em seu breve escrito “Joyce, o Sintoma” &lt;span style="color:#333333;"&gt;e&lt;/span&gt; foi trabalhada por Miller in extenso em seu curso A experiência do real no tratamento psicanalítico. &lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5336442173834469218#_edn2" name="_ednref2"&gt;&lt;/a&gt;Resumidamente, podemos dizer que o falasser não é um corpo – como ocorre no reino animal, pois o animal está totalmente identificado a seu corpo – mas ele tem um corpo. Ter um corpo e não ser um corpo quer dizer que ele é também sujeito, portanto afetado pela falta-a-ser que introduz o significante que divide seu ser e seu corpo. Insisto: para ter sintomas, é preciso ter um corpo e não ser um corpo. Os sintomas surgem, na última versão de Lacan, do acontecimento traumático que implica a incidência da alíngua – desses S1 sozinhos, que não formam sistema ou estrutura – no corpo, o que pode ser resumido na fórmula: “o significante é causa de gozo”, ou seja, causa de efeitos que são afetos. Quer dizer, o significante não tem somente efeitos de significado – o próprio sujeito é um desses efeitos –, mas também efeitos de gozo num corpo. Assim, a alíngua veicula o traumático (troumatique) da não relação sexual, deixando efeitos duradouros, marcas desse encontro sempre traumático do qual algo não cessará de se escrever, não cessará de se repetir. É o que diz Miller: “A não relação sexual é o acontecimento lacaniano no sentido do trauma, esse que deixa marcas em cada um – não como sujeito, mas como falante – no corpo, marcas que são sintoma e afeto”. Pensando o final de análise, mas também a finalização de certos ciclos terapêuticos, o fundamental é conseguir provocar um deslocamento em relação à repetição, para que ela não seja a simples reiteração, a repetição cega do mesmo, mas traga algo novo. Isso supõe que não há saída do sintoma. Entramos pelo sintoma, saímos pelo sintoma, morremos com o sintoma – esta é sua nobreza... Como disse, essa caracterização do sintoma corresponde ao sexto paradigma do gozo, o da “não relação”, que tem como ponto de partida o Seminário 20: Mais, ainda. Trata-se da não relação sexual entre Um e o Outro, o que implica que há gozo de um corpo vivo em disjunção com o Outro. Neste paradigma, todos os termos que garantiam a conjunção entre Um e o Outro (O Outro, o Nome-do-Pai, o falo) se revelam como simples semblantes conectores. Já não há estrutura transcendental prévia e autônoma que determine as condições da experiência. Passamos à primazia da prática, na qual é preciso determinar de que maneira se produz, em cada um, a suplência da relação entre Um e o Outro. Miller diz que há duas formas de suprir o laço sexual, frente à inexistência da relação com o Outro: segundo a rotina ou segundo a invenção. A rotina é apegar-se ao Nome-do-Pai, ao universal da cultura, enquanto a invenção é criar algo novo. Entramos aqui na temática das psicoses não desencadeadas. Creio que estas duas formas são cruciais para situar a incidência desta nova perspectiva do sintoma no diagnóstico.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5336442173834469218#_ednref1" name="_edn1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(texto retirado da revista da Escola Brasileira de Psicanálise - Latusa nº 21)&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5336442173834469218#_ednref2" name="_edn2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-endnote-id: edn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5336442173834469218#_ednref3" name="_edn3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5336442173834469218-6226009483607570064?l=falasser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falasser.blogspot.com/feeds/6226009483607570064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5336442173834469218&amp;postID=6226009483607570064' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/6226009483607570064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/6226009483607570064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falasser.blogspot.com/2007/10/sobre-o-termo-lacaniano-falasser.html' title='Sobre o termo lacaniano &quot;falasser&quot;'/><author><name>usuário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5336442173834469218.post-3854714483557669244</id><published>2007-05-27T17:00:00.000-07:00</published><updated>2007-05-27T17:02:24.190-07:00</updated><title type='text'>Autismo</title><content type='html'>Conhecer crianças nos faz entrar em contato com uma multiplicidade de comportamentos sociais e pessoais. Faz-nos repensar conceitos como razão, equilíbrio, afeto, fragilidade, força, alegria e principalmente desafio. Ao nos dispormos a trabalhar com elas é imprescindível que tenhamos noção de como elas se desenvolvem organicamente, de como amadurecem nos aspectos físico e emocional. Na dependência e inter-relação do que é visível, o que se sabe e o que se descobre.&lt;br /&gt;Ao escrever sobre Autismo - palavra que deriva de autos que significa o próprio indivíduo, vamos falar sobre uma Síndrome que interfere no desenvolvimento da criança alterando de forma contundente a inter-relação dela com os que a cercam.&lt;br /&gt;Inicialmente o termo foi usado por Leo Kanner, psiquiatra infantil, em 1943, com uma descrição detalhada de alguns casos e mais tarde por Hans Aspeger, na Alemanha. A maior diferença entre as duas descrições seria o uso da comunicação oral, presente na descrição de Asperger. Desde então foram feitos muitos estudos e classificações. A escola Americana define basicamente como um distúrbio de desenvolvimento afetando várias áreas do comportamento de forma permanente e a Escola Francesa o define como uma desorganização da personalidade – uma psicose.&lt;br /&gt;Atualmente tem sido considerado como um grave distúrbio do comportamento dentro dos Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) e que traz uma enorme solidão e imensa sensação de desamparo aos pais.&lt;br /&gt;Estamos descrevendo uma criança que tem parte do desenvolvimento, o motor, com poucas alterações e muito próximo do de outras crianças de sua idade e a outra parte, a emocional, seriamente atingida. Há um desvio em sua comunicação e linguagem. Deve-se desfazer a imagem cristalizada de uma criança com olhar perdido e sem fixação se balançando ou com uma fala estranha e movimentos repetidos. Essas são algumas características freqüentes. Há uma diversidade de comportamentos que aparecem e se desenvolvem relacionados à organização biológica, psíquica e social que podem e devem ser acompanhadas e analisadas não se desprezando a individualidade dessas crianças e as particularidades de seu lar.&lt;br /&gt;A Fonoaudiologia ocupa-se em avaliar a linguagem esclarecendo, classificando e caracterizando os comportamentos apresentados e tentando construir uma maneira de torná-la capaz de atribuir significado e intenção aos seus sentimentos e a compreender ao máximo os que a rodeiam. São valorizadas atividades lúdicas e prazerosas para a criança e se utilizam todas as formas alternativas de comunicação como olhares, expressões, gestos, figuras, músicas... Tenta construir um amplo movimento de troca entre os familiares e a escola objetivando integrarem seus conhecimentos e fortalecerem seus elos .&lt;br /&gt;É importante que tratamentos paralelos aconteçam buscando a melhor forma de ajudar a criança a conseguir partilhar seu mundo respeitando sua individualidade e potencialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heloisa Matheus Campeão Leite&lt;br /&gt;Fonoaudióloga – Especialista em Linguagem&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5336442173834469218-3854714483557669244?l=falasser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falasser.blogspot.com/feeds/3854714483557669244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5336442173834469218&amp;postID=3854714483557669244' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/3854714483557669244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/3854714483557669244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falasser.blogspot.com/2007/05/autismo.html' title='Autismo'/><author><name>usuário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5336442173834469218.post-3777812252089170605</id><published>2007-05-18T16:11:00.000-07:00</published><updated>2007-05-18T16:12:51.763-07:00</updated><title type='text'>O que fazer quando a Matemática se torna uma vilã?</title><content type='html'>Muitas crianças ao se depararem com a Matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental parecem encontrar uma grande inimiga. É como se fosse outra disciplina e não a que os acompanhou durante a Educação Infantil.&lt;br /&gt;Essa dificuldade com a matéria pode resultar em uma baixa auto-estima da criança que por vezes se reflete nas outras disciplinas e até mesmo na sua relação com a escola.&lt;br /&gt;Alguns educadores consideram que a matemática não deveria ser dissociada da vida da criança. Ela é uma linguagem e deve ser aplicada como tal, fazendo parte de suas vivências. O que por vezes ocorre nas escolas, é que “as ferramentas são apresentadas de maneira abstrata e divorciada da vida e isto é chato” como afirma o psicanalista e educador Rubem Alves.&lt;br /&gt;Mesmo 10 anos após a publicação dos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) - considerado um instrumento que estimula a busca de soluções para tornar os conteúdos mais acessíveis aos alunos - ainda permanece as dificuldades e os mistérios que esta área do conhecimento reserva.&lt;br /&gt;Se a criança não parece ter uma relação amigável com a matemática, não adianta enfrentá-la armada até os dentes. Pelo contrário, é preciso desmistificá-la aproximando-a o máximo dele, mostrando aos poucos e no dia-a-dia que ela faz parte de sua vida e está presente no mundo que o cerca.&lt;br /&gt;Quem sabe assim, ela não deixa de ser uma vilã? Pode até despertar um encantamento, já que se trata de uma disciplina misteriosa e intrigante. Se esse for o caso, os futuros transmissores desta matéria saberão certamente encontrar uma maneira mais natural e atrativa de aplicá-la na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcia Müller &lt;br /&gt;Educadora e Psicanalista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5336442173834469218-3777812252089170605?l=falasser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falasser.blogspot.com/feeds/3777812252089170605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5336442173834469218&amp;postID=3777812252089170605' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/3777812252089170605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/3777812252089170605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falasser.blogspot.com/2007/05/o-que-fazer-quando-matemtica-se-torna.html' title='O que fazer quando a Matemática se torna uma vilã?'/><author><name>usuário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5336442173834469218.post-273562346859163247</id><published>2007-05-18T16:09:00.001-07:00</published><updated>2007-05-27T17:05:15.362-07:00</updated><title type='text'>Vestibular, qual é a chave da escolha?</title><content type='html'>Vestibular, que momento é esse na vida do jovem? E sua família?&lt;br /&gt;Vestibular, qual é a chave da escolha ?Mudanças ocorrem para todos e várias acontecem nessa ocasião. A principal e talvez a mais importante é a escolha da profissão, pois ela determinará o futuro, a satisfação pessoal e o papel na sociedade e na família.&lt;br /&gt;Escolher uma profissão torna-se, na maioria dos casos, um problema. Na atualidade os jovens apresentam maiores dificuldades no momento dessa escolha em virtude de vários fatores.&lt;br /&gt;A primeira delas aparece em função da diversidade de profissões e a variedade das carreiras ofertadas que abre um leque de opções onde a Orientação Vocacional e o Planejamento da Carreira Profissional são fundamentais para relacionar a escolha da profissão. Outro aspecto que também  interfere é a divisão, surpreendente, ainda vigente entre as carreiras socialmente aceitas (Direito, Engenharia e Medicina) frente as outras menos reconhecidas. Isto porque pesa muito no momento da escolha a relação entre opção e o status e estabilidade financeira. E o desejo? E a realização pessoal? Como comungar essas opções?&lt;br /&gt; O imediatismo característico dos jovens da atualidade muitas vezes dificulta a escolha. Jovens que querem resolver com pressa suas opções, sem pensar em si mesmo, fruto da geração “delivery” plugados na tecnologia dos ipods, jogos eletrônicos com seus respectivos controles remotos estão acostumados a obterem informações com rapidez e facilidade. Tanta facilidade que confundem informação com conhecimento e, por vezes, não se aprofundam nas aberturas de tantos “hiperlinks”. Lidam de maneira superficial com questões maduras evitando dificuldades. Há quem os denomine de “geração analgésico”. Esquivar-se de obstáculos é freqüente e merece atenção e acompanhamento no momento da escolha profissional.&lt;br /&gt;A falta é necessária e fundamental e pode parecer que fazendo a escolha certa nada se perde. Para a escolha de uma profissão é necessário perder. Quando se escolhe uma abre-se mão de tantas outras opções.&lt;br /&gt;Por fim é importante a atitude da família que também faz parte desse momento de escolha. Será  somente o jovem que faz o vestibular? Parece que não! A família participa, discute, opina Toodos sabem, todos criticam, todos decidem por ele. Quem o ouve?&lt;br /&gt;Nesse momento os pais revivem suas próprias escolhas. Entram em contato com suas realizações ou frustrações profissionais, delegando ao jovem, muitas vezes sem perceberem, a incumbência de realizar seus sonhos perdidos.&lt;br /&gt;Em virtude de atender a uma expectativa social, os pais sentem-se avaliados e com a responsabilidade do sucesso ou fracasso de seu filho. Esquecendo-se de que o sistema de avaliação educacional é deficiente. Não há vagas para todos!  &lt;br /&gt;É nesse contexto que se situa o jovem, além de todas essas interferências está definindo-se fisicamente, emocionalmente e ideologicamente. Mas em meio a toda essa turbulência, que ele tenha o direito e a oportunidade de fazer a escolha que lhe é possível no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Cristina Buring&lt;br /&gt;Psicóloga Clínica – Especialista em Orientação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5336442173834469218-273562346859163247?l=falasser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falasser.blogspot.com/feeds/273562346859163247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5336442173834469218&amp;postID=273562346859163247' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/273562346859163247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/273562346859163247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falasser.blogspot.com/2007/05/orientao-vocacionalprofissional.html' title='Vestibular, qual é a chave da escolha?'/><author><name>usuário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5336442173834469218.post-2984820903129217417</id><published>2007-05-18T14:44:00.000-07:00</published><updated>2007-05-18T15:21:07.914-07:00</updated><title type='text'>Como os brinquedos podem operar em prol da educação e não do consumo?</title><content type='html'>Como situar o lugar de objeto que o brinquedo ocupa na constituição do sujeito, e o que a escola – enquanto um lugar onde a Educação se promove – tem a dizer sobre esta questão atrelada ao consumismo avassalador?&lt;br /&gt;A relação professor-aluno é marcada pelo inconsciente e pela transferência podendo ser inscrita e escrita na cadeia significante, portanto não pode passar impune. O brinquedo opera enquanto função de encobrir o furo do Real e por vezes a escola aponta para uma valorização excessiva desses objetos exercida pela sociedade enquanto consumista e pelos pais (quando re-experimentam sua falta) na busca de tentar suprir a demanda de amor.&lt;br /&gt;Cabe a escola, então, tratar de promover os benefícios que estes brinquedos podem oferecer, como contextualizá-los na sala de aula (já que a criança aprende com o brincar) e nas próprias relações entre elas, onde estes objetos podem operar propiciando interessantes trocas de experiências e fortalecendo laços sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcia Müller&lt;br /&gt;Educadora e Psicanalista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5336442173834469218-2984820903129217417?l=falasser.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falasser.blogspot.com/feeds/2984820903129217417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5336442173834469218&amp;postID=2984820903129217417' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/2984820903129217417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5336442173834469218/posts/default/2984820903129217417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falasser.blogspot.com/2007/05/como-os-brinquedos-devem-operar-em-prol.html' title='Como os brinquedos podem operar em prol da educação e não do consumo?'/><author><name>usuário</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
